Origem:
Brasil
Título
O Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) é, hoje, uma das experiências mais bem-sucedidas de cooperação empresarial e institucional do Brasil. Desde os anos 2000, quando o terminal portuário deu origem às primeiras indústrias ligadas à geração de energia, a trajetória do Pecém foi marcada por uma característica singular: a capacidade das empresas de se reconhecerem como parte de uma agenda comum e atuarem de forma articulada com o Estado do Ceará e outros atores públicos e privados.
Foi nesse ambiente que nasceu a Associação das Empresas do CIPP (AECIPP), que ao longo da última década se consolidou como um núcleo vital de articulação do ecossistema. Ao padronizar boas práticas, fortalecer fóruns temáticos e dar previsibilidade a pautas críticas, a AECIPP transformou a cooperação em motor de competitividade. No Pecém, a força do associativismo tornou-se o verdadeiro diferencial competitivo: unindo empresas, governo e comunidade em torno de uma visão compartilhada de desenvolvimento.
“O associativismo tem sido a chave para transformar desafios comuns em soluções coletivas. Na prática, isso significa que o ambiente jurídico do CIPP foi moldado para reduzir riscos e dar previsibilidade. É nessa convergência entre cooperação empresarial e segurança jurídica que se consegue transformar o Pecém em uma referência nacional e internacional.”
— Igor Gonçalves, coordenador do programa de internacionalização do APSV Advogados
Associativismo como vetor de transformação
A lógica de investimentos nacionais e estrangeiros encontrou no CIPP não apenas infraestrutura portuária e retroárea estruturada, mas um ambiente de governança coletiva capaz de reduzir custos de transação e acelerar decisões. O associativismo, liderado pela AECIPP, permitiu que gargalos sistêmicos fossem enfrentados de forma coordenada e que investimentos intensivos em capital fossem viabilizados em ritmo que nenhum agente isolado conseguiria alcançar.
Essa prática se traduziu em um ciclo virtuoso: ampliação da base industrial, qualificação de fornecedores locais, elevação do padrão de serviços e, sobretudo, previsibilidade para investidores nacionais e internacionais.
Previsibilidade, infraestrutura e demanda
Graças a esse ambiente associativo, o Pecém demonstrou capacidade de oferecer estabilidade regulatória e segurança contratual, fatores decisivos para investimentos em setores de alta complexidade.
Projetos de hidrogênio verde, siderurgia de baixo carbono, energias renováveis e data centers confirmam que o CIPP atrai atenção global. Esses investimentos são consequência direta da mobilização conjunta das empresas, que posicionaram o Pecém como hub industrial, energético e de dados para a próxima década.
“Os incentivos fiscais da ZPE Ceará foram fundamentais para criar um ambiente competitivo capaz de atrair investimentos bilionários. A segurança jurídica nesse processo é decisiva: não basta o benefício existir, é preciso garantir que ele seja aplicável de forma clara, previsível e estável. Essa foi a chave para transformar a ZPE em vetor de expansão industrial no Pecém.”
— Pedro Albuquerque, sócio-fundador do APSV Advogados
Capital humano e diferencial ESG
Outro campo em que o associativismo faz diferença é na qualificação da mão de obra. Programas de formação e parcerias com universidades e centros de pesquisa são viabilizados pelo esforço conjunto das empresas coordenadas pela AECIPP. Esse alinhamento reduz custos, acelera a inovação e amplia a base de profissionais especializados.
No mesmo espírito coletivo, a ZPE Ceará tornou-se laboratório de uma industrialização de baixo carbono, vinculando novas plantas ao uso de 100% de energia renovável. Essa conquista não se explica apenas pela legislação, mas pela força de um ecossistema que compreende a sustentabilidade como pilar central de competitividade.
“Os investidores que chegam ao Pecém buscam escala, mas também exigem sustentabilidade. O fato de a ZPE Ceará vincular novas plantas ao uso de 100% de energia renovável demonstra como a regulação pode ser aliada da inovação. Nosso papel tem sido justamente traduzir esses marcos legais em estruturas contratuais sólidas, que viabilizam negócios de longo prazo.”
— Gabriela Romero, sócia do APSV Advogados
Esses aspectos não passam ao largo do CIPP, que continuamente acomoda projetos concebidos com atributos legais e comercialmente relevantes, incluindo rastreabilidade de carbono, previsibilidade de custo energético, possibilidade de uso de energias renováveis e maior aceitabilidade socioambiental. Esses pontos, juntos, facilitam financiamentos, aceleram time-to-market e ampliam o leque de parceiros em cenário global.
“O crescimento do Pecém está ligado não só à infraestrutura, mas à capacidade de formar talentos e alinhar instituições. Do ponto de vista jurídico, acompanhamos essa evolução, sempre com o objetivo de garantir que novos projetos estejam bem estruturados, respeitando licenciamento, governança ESG e compromissos socioambientais.”
— Pedro Fontenele, sócio do APSV Advogados
Visão de futuro ancorada no associativismo
Ao celebrar 25 anos, o CIPP mostra que sua maior inovação não foi apenas a infraestrutura física ou os incentivos fiscais, mas a criação de uma cultura de cooperação empresarial. A AECIPP simboliza essa força: um fórum que traduz interesses comuns em ação coordenada, dando ao Pecém a capacidade de aprender rápido, ajustar rotas e se alinhar às tendências globais.
Até 2030, a meta é consolidar o CIPP como o maior polo industrial de baixo carbono da América Latina. Para os investidores, isso significa operar em um ecossistema em que a competitividade nasce do associativismo — uma rede que garante governança, compliance, inovação e compromisso socioambiental como condições estruturais de crescimento.
“A atuação empresarial coordenada e ativa no CIPP fomenta a criação de um ambiente com segurança jurídica, fortalecimento da governança e maior previsibilidade regulatória. Para investidores, isso significa operar em um polo onde compliance, inovação e sustentabilidade não são apenas diretrizes, mas compromissos compartilhados por todo o ecossistema.”
— Romulo Soares, sócio-fundador do APSV Advogados
No CIPP, essa equação já começou a se provar — e, se seguir evoluindo com a mesma coesão, tende a consolidar o Ceará no mapa global de uma industrialização eficiente, sustentável e aberta e conectada com o mundo.