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Moçambique 
VISANDO ESCOAMENTO DE CARVÃO PARA OS PORTOS

Empresas indianas estudam construção de linha férrea no centro de Moçambique

O grupo estatal Coal India iniciou conversações com dois grupos industriais indianos, Essar e Naveen Jindal, para o desenvolvimento conjunto de infra-estruturas de transporte em Moçambique, disse um director do grupo citado pela agência indiana DNA (Daily News and Analysis).

“Os nossos activos em Moçambique exigem a construção de 500 a 600 quilómetros de caminho-de-ferro (de Tete para a Beira) a fim de que o carvão extraído possa ser transportado até aos portos para exportação”, disse a fonte, para acrescentar que havendo mais empresas indianas a operar na mesma área “os custos com a construção da linha férrea podem ser assumidos por mais do que uma entidade”.

A província de Tete, onde foram encontradas até à data reservas carboníferas de nível mundial, dista 600 quilómetros da costa, dispondo de uma única linha de caminho-de-ferro, a do Sena, que disporá de uma capacidade máxima de 6,5 milhões de toneladas/ano quando as obras de reconstrução ficarem concluídas.

O grupo Coal India obteve em 2009 licenças para dois blocos na província de Tete cobrindo uma área de 22 400 hectares, ao abrigo das quais dispõe de um prazo de cinco anos para explorar e desenvolver os referidos blocos carboníferos.

As empresas Essar e Jindal Steel dispõem igualmente de blocos carboníferos próximos dos da Coal India tendo a Jindal Africa, a subsidiária moçambicana da Jindal Steel, sido a primeira empresa a obter uma concessão carbonífera em Moçambique.

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