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Relações comerciais entre Lisboa, Luanda e Maputo intensificam-se


Angola e Moçambique têm sido dois dos principais motores de crescimento das exportações portuguesas ao longo da actual crise que atravessa o país. Luanda e Maputo estão a evitar não só uma recessão maior este ano, como a levar Portugal a atingir pela primeira vez, em 70 anos, uma balança comercial positiva em 2013.

Entre Janeiro e Abril deste ano, as vendas para Angola já subiram 30% e as destinadas para Moçambique mais de 73% face ao mesmo período de 2011, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Com a crise da dívida soberana a assolar a Zona Euro, região para onde Portugal canaliza 70% das suas exportações, as empresas portuguesas começaram a apostar na diversificação dos seus mercados, sobretudo para os PALOP.

Este movimento tornou Angola o quarto maior destino externo dos lusos (era o sexto em 2007), ultrapassando os Estados Unidos e, já este ano, o Reino Unido. Colocou ainda os PALOP como maior mercado de Portugal fora de portas atrás da União Europeia. Até Abril deste ano, as exportações lusas para Angola representavam 5,5% do total e para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) 6,8%.


Lisboa é um bom negócio


Mas a intensificação das relações comerciais entre Lisboa, Luanda e Maputo não se fica apenas pelas exportações. Portugal tem sido igualmente um bom negócio para Angola e Moçambique.


As vendas das empresas angolanas para o mercado português quase triplicaram (subida de 176%) nos primeiros quatro meses do ano face ao período homólogo de 2011. As entregas das companhias moçambicanas subiram 35%. Em apenas cinco anos, Luanda, por exemplo, passou de 24." maior fornecedor de Portugal para o sétimo maior, em parte devido à procura de combustíveis.

As exportações são actualmente o único motor de crescimento que a economia portuguesa dispõe no âmbito dos efeitos da austeridade imposta pelo resgate financeiro feito pela troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu).

2013: superávite comercial

Segundo dados do Banco de Portugal, o PIB< português deverá contrair 3% este ano e estagnar em 2013.0 cenário não é pior devido ao bom comportamento das exportações, que deverão aumentar 2,7% em 2012 e 4% em 2013. Nesse ano, Lisboa deverá atingir uma balança comercial positiva (o país consegue exportar mais do que importa), o que, a confirmar-se, será a primeira vez desde 1943, em plena Segunda Guerra Mundial, quando o país - com posição neutra no conflito - abastecia o resto da Europa. O banco central estima assim um superávite comercial de 1% no próximo ano.

Potencial futuro

O forte desenvolvimento das economias angolana e moçambicana nos últimos anos tem permitido a Portugal abrir uma nova frente de escoamento dos seus produtos e compensar as perdas junto dos seus mercados tradicionais, como são a Europa e a América do Norte.

Segundo dados do AICEP, entre 2007 e 2011, as exportações para Angola cresceram a um ritmo anual de 10,2% e para Moçambique a uma média de 25,9%. No sentido contrário, o cenário é ainda mais promissor. No mesmo período, Luanda viu as suas vendas a Lisboa quase duplicarem todos os anos (subida de 82%), enquanto Maputo conseguiu aumentaras suas exportações para a economia portuguesa a uma média de 17% ao ano, segundo a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.


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Data: 2012-07-21

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