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TEMA DE REUNIÃO PROMOVIDA PELA AEB

Reflexos da expansão do Canal do Panamá


A AEB, através da sua Câmara de Logística Integrada – CLI, realizou uma reunião sobre o tema “A expansão do Canal do Panamá e a dinâmica das exportações e importações pelos portos brasileiros”, que contou com a participação do representante da ANTAQ, Herbert Koehne de Castro, e de dirigentes de entidades parceiras. O evento foi realizado no dia 8 de março de 2012, às 10 horas, na sala de reuniões da CNC no Rio de Janeiro e coordenada pelo Presidente em exercício da AEB, José Augusto de Castro, que destacou a relevância do tema e a presença de dirigentes das mais expressivas entidades do setor.

O Sr. Herbert de Castro proferiu palestra abordando o projeto de expansão do Canal do Panamá e as obras realizadas, principais cargas, rotas e países usuários do Canal.

O coordenador da Câmara de Logística Integrada – CLI da AEB, Jovelino Pires, falou que a abordagem do tema iria passar pelas questões do fluxos de cargas; tipos de navios; rotas de exportação e importação; portos nacionais e impacto de mudanças; hub ports e feeders; e representações setoriais. Em seguida coordenou as apresentações das entidades parceiras.

O Vice-presidente do Syndarma, Roberto Galli, abordou a questão dos custos comparativos de frete nas rotas via Canal ou via Cabo da Boa Esperança, concluindo que não haveria ganhos significativos que justifique a utilização do Canal, exceto para portos do norte e nordeste do País. Cláudio Loureiro, Presidente do Centronave, opinou que o maior problema dos exportadores e importadores está nos custos logísticos no Brasil e não na navegação e concordou com conclusão de Roberto Galli. Os dois expositores manifestaram o entendimento de que os custos de movimentação de cargas por via marítima destinadas aos portos do Pacífico, a partir dos principais portos brasileiros, seria mais econômica e racional passando pelo Estreito de Magalhães, ao Sul das Américas, ou pelo Cabo da Boa Esperança ao Sul do continente africano.

O Presidente da CONAPRA, que congrega os práticos, Ricardo Falcão, considerando que o canal seria mais relevante para os portos do norte do País, discorreu sobre a experiência dos práticos na região amazônica, onde a variação de calado, de acordo com as chuvas, define restrições a navios maiores. Alertou que o comércio no rio Mississipi nos Estados Unidos tem apoio às forças armadas daquele país, que mantém o calado estável durante o ano inteiro, investindo cerca de oito bilhões de dólares, enquanto no Brasil gasta-se algo em torno de cento e vinte e seis milhões de dólares para o fluxo do Rio Amazonas.

O Diretor Técnico da ABTP, Luiz Fernando Resano, esclareceu que 70% dos contêineres transportados a partir do Brasil seguem pelo Sul do País e que uma possível circulação do Canal do Panamá poderia ser viável para os portos do norte e do nordeste brasileiros, que em 2011, já apresentaram crescimento superior a média dos demais portos nacionais. Frisou que é necessário investir em portos como Itaqui, Vila do Conde, Fortaleza, dentre outros, para atender a demanda crescente de cargas da região.

O Presidente da CBC, Sílvio Campos, explicou as condições do Canal do Panamá, por ele visitado, reiterando a informação da falta de presença de navios de bandeira brasileira passando pelo Canal do Panamá. Alertou sobre o elevado custo de utilização do Canal pelos navios de carga. Opinou que os portos que mais se beneficiarão devem ser os dos Estados Unidos, principalmente do Golfo do México.

O Diretor Executivo do SindaRio, Luiz Antonio Carvalho, confirmou a posição de que as vantagens estarão mais para os portos do Golfo do México. Mencionou o desenvolvimento de um terminal de contêineres no Canal do Panamá, no porto de Rodman, que tem custo de construção estimado em US$ 100 milhões e capacidade para 450 mil TEUs.

O Consultor da CNA, Luiz Antonio Fayet, alertou que cerca de 3,8 milhões de toneladas de produtos do agronegócio poderiam ser adicionadas à exportação brasileira, caso se dê prioridade ao desenvolvimento dos portos do norte e nordeste. Lembrou que o transporte de produtos agrícolas brasileiros chega a custar quatro vezes mais do que os cobrados nos Estados Unidos. Os portos do norte e nordeste poderiam contribuir para minimizar essa desvantagem.

O Coordenador do CLI, Jovelino Pires, na conclusão dos trabalhos sugeriu que a ANTAQ, que integra a CLI, crie grupos de trabalho específico sobre a questão do Canal do Panamá para ser apreciada a posição do segmento público e do setor privado, já no ENAEX 2012 de 27 e 28 de Setembro.

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Data: 2012-03-18

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