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Estatal CFM perde 45 milhões de dólares/ano com abandono da linha do Sena pela Vale Moçambique


A estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) vai deixar de facturar anualmente cerca de 45 milhões de dólares com a decisão da Vale Moçambique de concentrar as operações de transporte de carvão na linha de caminho-de-ferro de Nacala, disse o director executivo da CFM-Centro, Augusto Abudo, em declarações à Rádio Moçambique.

A Vale Moçambique, que tem a concessão de uma mina de carvão em Moatize, provincia de Tete, anunciou em Dezembro passado que iria deixar de utilizar a linha do Sena e o porto da Beira para escoar carvão a partir de 2018, passando a concentrar as operações no corredor logístico de Nacala.

A subsidiária do grupo brasileiro Vale pretende aumentar os 12 milhões de toneladas de carvão exportados em 2017 para cerca de 17 milhões a 18 milhões de toneladas, quantidade que pode ser transportada pela linha de caminho-de-ferro que liga Moatize ao porto de águas profundas de Nacala.

A linha de Sena e o terminal de carvão do porto da Beira têm capacidade para escoar cerca de 20 milhões de toneladas/ano, mas o canal de acesso portuário só pode acomodar navios até 40 mil toneladas, enquanto o porto de Nacala pode receber navios até 180 mil toneladas de arqueação bruta.

Abudo anunciou igualmente que Augusto Abudo a CFM está à procura de uma entidade que financie a verba necessária para a modernização da linha de Machipanda, estimada em 150 milhões de dólares, posto o que será lançado um concurso público para a selecção do empreiteiro.

A linha de Machpanda, que liga o porto da Beira ao Zimbabué, dispõe de capacidade para transportar 1,5 milhões de toneladas/ano, mas a crise política e económica que se regista naquele país tem feito com que as cargas transportadas não excedam 200 mil toneladas. (Macauhub)
 


 



Data: 2018-01-20

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