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Fish Forward alcançou 50 milhões de pessoas


Chegou ao fim o Fish Forward, um projecto “Por um consumo responsável de peixe e marisco e um futuro para os oceanos”, dedicado ao peixe sustentável para o meio ambiente e para as pessoas, principalmente dos países em desenvolvimento, e que envolveu 11 países da União Europeia (UE).

Iniciado em 2015 e com uma duração de três anos, este projecto alcançou mais de 50 milhões de consumidores na UE, sendo que 2,8 milhões em Portugal, na linha do que era um dos grandes objectivos do projecto – aumentar a responsabilidade da escolha dos consumidores, informando-os das consequências ecológicas e sociais globais que o seu consumo de peixe representa. Isto, porque a pesca insustentável está a colocar em risco a subsistência de milhões de pessoas, principalmente nos países em desenvolvimento.

Mais objectivos foram alcançados. Hoje em dia, a Câmara Municipal de Sesimbra, por exemplo, já utiliza o certificado WWF nas cantinas das escolas e já tem preocupação com as questões da alimentação. Também a cadeia de Hotéis Marriott fez uma parceria com o projecto e segue um processo de avaliação da WWF de forma a optar por sustentabilidade nas suas aquisições de alimentos.

Muitos retalhistas foram mobilizados para aumentar os produtos certificados no mercado. Para isso, realizaram-se curtas-metragens, nomeadamente, «Nonoy e o Monstro do Mar» (que foi premiado no International Film Festival), estudos científicos (de forma a aumentar o conhecimento), demonstrações do nível de vida das comunidades piscatórias em países em desenvolvimento, promoção de leis e directrizes legais de suporte para uma produção legal, sustentável e responsável de peixe e marisco e guias de consumo, como «Histórias por detrás do seu prato», bem como divulgação das recomendações para cada consumidor.

Presente no encerramento estava a actriz Joana Seixas, que desde pequena sente esta consciencialização e já na altura apanhava lixo na praia. A actriz, no entanto, referiu que a matéria da comunicação com as pessoas vai a uma velocidade radicalmente diferente da sensibilização propriamente dita, pelo que defende que uma alimentação vegetariana nas escolas é uma opção, pois os pais podem depois complementar essa alimentação, e defende também que “as escolas têm de fazer mais”, pois “há muito coisa interessante que as crianças podem aprender e com uma comunicação mais emocional, que é a que toca mais nos miúdos”, para consciencializa-los para essas matérias, fazendo-os perceber a origem da comida, que é fundamental.

“As novelas ainda são produtos excessivamente comerciais”, pelo que seriam um bom meio para sensibilizar as pessoas relativamente a estas questões. Joana Seixas relembrou que já se fizeram pelo menos duas ou três novelas que abordavam estas questões. De acordo com a actriz, “a abordagem é toda errada, é freak, fica logo conotada com pessoas que não tomam banho, e esse tipo de preconceitos têm de ser ultrapassados”.

Também Alexandra Luís, da Câmara Municipal de Sesimbra, relembrou que falta ainda muita informação “às próprias educadoras, que têm pouca informação na área”. Deonilde Lourenço, da Deco Proteste, afirmou que ainda que hajam estudos, as queixas continuam a ser sobretudo referentes ao preço e à qualidade. E houve quem defendesse que a única maneira de mudar é massificar esta atitude. Igualmente, o Chefe Executivo do Hotel Marriot, Carlos Gonçalves, relembrou, por exemplo, o percebe, em que o modo de apanhar era raspar a rocha toda, e defende que também os chefs têm de começar a dizer que não compram percebes pequenos.

Assim, para que cada um possa fazer a diferença, há três recomendações importantes na compra de pescado: a verificação do certificado da WWF, que indica se o peixe provem de uma pesca sustentável ou não, a preocupação com o tamanho – não comer peixe “bebé”, pois um peixe pequeno ainda não terá tido tempo para se reproduzir -, e procurar a diversidade no consumo dos produtos do mar – poderá garantir uma pressão mais equilibrada sobre os recursos marinhos.

Semelhante a um semáforo, o certificado da WWF traduz-se num código de cor que vem ajudar o consumidor na escolha do produto mais sustentável. Baseia-se em dados científicos públicos e considera o impacto que tem a pesca em cada stock e no ambiente em geral. Em quatro níveis, define como “produto certificado por um selo recomendado da MSC, ASC ou produto orgânico”. Com a cor azul, o produto mais recomendado; com a cor verde, um produto considerado “boa escolha”; com a cor amarela, “pense duas vezes”; e com a cor vermelha, “melhor evitar”.

A sobrepesca tornou-se no segundo maior problema dos oceanos, depois das alterações climáticas. De tal forma que 93% dos stocks de peixe no Mediterrâneo estão sobre explorados e 31% dos stocks globais de peixe estão também sobre explorados. Só em 2014, os países mediterrânicos da União Europeia importaram 85% do pescado que consumiram, sendo que mais de metade é importado de países asiáticos e africanos, entre outros países em desenvolvimento. Só a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada pode chegar até aos 26 milhões de toneladas, mais de 30% de captura anual total do mundo.

Como projecto forte e preocupado, já tem directrizes para 2018-2020 – Fish Forward 2 – cujos objectivos são conseguir que 6 milhões de consumidores alterem o seu comportamento de compra de produtos de mar, tendo em consideração as interdependências globais, as alterações climáticas, a ética da cadeia de fornecimento e os objectivos de desenvolvimento sustentável (ODS), bem como o incremento global de produtos do mar sustentáveis no mercado: 60% produtos de aquacultura e 15% captura selvagem.

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