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CABO VERDE

Praia da Aguada faz viagem inaugural no final de Julho


O navio Praia d’Aguada, que esteve inoperacional durante vários anos, volta a navegar a partir de dia 31. A viagem inaugural será entre São Vicente e São Nicolau, anunciou o ministro José Gonçalves.

 

O titular da pasta da Economia e Emprego deu esta garantia após uma visita à embarcação ancorada no Porto Grande do Mindelo. José Gonçalves perspectiva que ainda esta semana esteja concluído o processo de certificação do navio pela Agência Marítima Portuária (AMP).

“No dia 31 de Julho vamos sair do Porto Grande, e eu estarei a bordo, para São Nicolau, onde irei participar nas festividades do município, inclusive com a mesa redonda sobre o turismo rural”, disse.

José Gonçalves destacou o trabalho feito que, segundo disse, não se tratou da recuperação mas sim de uma reconstrução do Praia d’Aguada. Quanto ao montante investido, o governante explicou que os valores ainda estão a ser calculados.

“Estamos a apurar os valores, mas são avultadíssimos, com o que se fez neste barco, inclusive com a encomenda de peças na origem, porque este é um barco único, fabricado especialmente para Cabo Verde”, explicou.

O navio Praia d’Aguada passou por uma reparação de cerca de dois anos em doca seca, nos estaleiros da Cabnave, e, desde meados de 2015, encontra-se atracado ao cais do Porto Grande em trabalhos complementares de renovação nos salões de passageiros e máquinas, naquela que é considera uma “completa reforma”.

A embarcação, construída na Alemanha em 1999, é considerada uma das melhores de Cabo Verde em velocidade, capacidade de carga e acomodação de passageiros.

Trata-se de um navio de passageiros/carga geral, de 64 metros de comprimento, 13 metros de boca, 3,9 metros de calado e uma tonelagem bruta de 1.364 toneladas.

Quanto ao navio Kriola, da mesma companhia Cabo Verde Fast Ferry (CVFF), também inoperacional neste momento, já deixou a doca seca da Cabnave, mas a demora na sua recuperação, segundo o ministro, prende-se com o facto de qualquer peça ter de ser encomendada do estrangeiro.

“São peças que deveriam vir de avião, mas hoje há menos lugar nos aviões para carga, apesar de haver mais frequências”, realçou.

O governante está convicto de que os testes principais do Kriola estão concluídos e que se está neste momento na fase das afinações. Assim, espera-se que no último trimestre do corrente ano seja possível colocar os três navios da CVFF - Liberdadi, Kriola e Praia d’Aguada, a navegar, em simultâneo, o que será “uma novidade”.

Num cenário com os três navios a funcionar em pleno, segundo o ministro, um fica no Sotavento e outro no Barlavento, enquanto o Praia d’Aguada fará a cobertura geral, com “uma outra capacidade de carga”, para complementar a rota e “melhor servir” as necessidades de transporte marítimo inter-ilhas.

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