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Angola investe mais de 1.200 milhões em projectos de ligações marítimas


Angola vai investir mais de 1.200 milhões de euros em três projectos de construção e reabilitação de infraestruturas portuárias nas províncias de Cabinda e Zaire, para garantir mobilidade marítima de pessoas e bens.

A informação consta de um documento governamental de junho, a que a Lusa teve hoje acesso, em que o Presidente angolano autoriza o ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial a incluir estas obras no Programa de Investimentos Públicos (PIP) de 2016 e o ministro das Finanças a fazer a inscrição dos projetos Orçamento Geral do Estado (OGE) também deste ano.

Em causa estão os projetos de empreitada para a construção do porto de águas profundas do Caio, já em curso e que prevê receber os primeiros navios no final de 2017, e do Terminal Marítimo e Terrestre de Cabinda, ambos naquele enclave, que não tem ligação por terra ao restante território de Angola.

O terceiro projeto envolve a empreitada para a construção e apetrechamento do Terminal Fluvial e Terrestre no Soyo, província do Zaire (no litoral e a localidade mais próxima de Cabinda).

Foi ainda aprovada pelo Presidente angolano a abertura de um crédito adicional suplementar ao OGE no valor de 33.242.194.800 (181 milhões de euros) "correspondente a 15% do valor dos contratos de empreitada dos projetos enumerados", lê-se no documento.

Os três projetos representam, desta forma, um investimento para o Estado angolano que rondará os 221.614.632.000 (1,2 mil milhões de euros).

A Lusa noticiou anteriormente que a província de Cabinda deverá receber dois novos ferryboats encomendados pelo Estado, em construção em estaleiros holandeses, para reforçar as ligações marítimas ao resto do território nacional.

Em entrevista anterior à Lusa, a governadora da província de Cabinda, Aldina da Lomba Catembo, frisou que com estas aquisições será possível reforçar as ligações marítimas entre aquele enclave - que dista 60 quilómetros da fronteira terrestre norte de Angola -, e as cidades de Soyo (província do Zaire) e de Luanda.

Esta aquisição está no entanto atrasada, devido aos constrangimentos financeiros em Angola, decorrentes da quebra nas receitas com a exportação de petróleo.

O projeto global previa a construção dos terminais marítimos na localidade de Cacondo e na cidade Cabinda.

"Os ferryboats vão facilitar o transporte e movimentação dos empresários. E vão-se construir os terminais marítimos de passageiros para estes possam ser transportados em segurança, porque a atual ponte-cais não permite muita segurança", admitiu a governadora.

Um outro investimento nesta área prevê a construção de um quebra-mar junto ao porto de Cabinda.

"Sabe que a província de Cabinda é fortemente influenciada pelas correntes frias de Benguela e tem muitas calemas [forte agitação marítima]. Às vezes nós ficamos mais de duas semanas com calemas, sem que os navios possam atracar, tendo de ficar esse tempo todo ao largo, à espera. Com o quebra-mar vai facilitar", explicou.

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