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Mercado brasileiro é o quarto maior destino do investimento português no exterior


Apesar de uma diminuição do peso do Brasil no investimento português no exterior, o país ainda é o quarto maior destino dos capitais portugueses. "O Brasil é um destino que desperta grande interesse nas empresas portuguesas", constata a agência Aicep.

O Brasil permanece uma prioridade na lista de destinos dos investidores portugueses. Segundo um levantamento feito pela Aicep - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, em 2015 "o Brasil ocupou a 4ª posição como destino do investimento direto de Portugal no exterior, com uma quota de 4,9% do total no último ano".

Embora elevada, a posição do Brasil no investimento português no estrangeiro até já foi maior. Segundo a Aicep, que cita dados do Banco de Portugal, em 2011 o mercado brasileiro chegou a assumir um peso de 9,4%, que foi diminuindo ao longo dos anos seguintes, marcados por uma forte crise económica e financeira em Portugal.

De acordo com as mesmas fontes, em março de 2016 o investimento direto português no Brasil ascendia a 2,99 mil milhões de euros, um valor 0,8% abaixo do verificado um ano antes.

No sentido inverso, o Brasil era em 2015 o sétimo maior investidor externo em Portugal, com uma quota de 2,3% do stock total de investimento direto estrangeiro (IDE).

"De um modo geral, pode-se considerar que o Brasil é um destino que desperta grande interesse nas empresas portuguesas, as quais estão presentes em diferentes áreas de negócio, nomeadamente turismo, construção e obras públicas, energia, ambiente, agroalimentar e bebidas, equipamentos e produtos industriais, componentes para a indústria automóvel, tecnologias de informação e comunicação, serviços e distribuição", refere a mais recente ficha de mercado que a Aicep elaborou sobre o Brasil.

Além dos investimentos no sector turístico (como os do grupo Pestana, Vila Galé, Hotéis Tivoli, Dorisol Hotels & Resorts), destacam-se, segundo a Aicep, os das empresas EDP, Galp, Partex, Portugal Telecom, Efacec, Frezite, Logoplaste, Arsopi, Vendap, Indasa, Monte Meão, Simoldes, Sodecia, Critical Software, Altitude Software, Timwe, Consulgal, Brisa, Martifer, Mota Engil, Teixeira Duarte, Somague, Prebuild, Cimpor, Secil, Vicaima, Sonae Sierra, Coba, Leya, Novadelta, Gallo, Sovena, Esporão, Symington, Vista Alegre e Laboratórios Azevedo.

Por outro lado, frisa ainda a Aicep, nos últimos anos "as empresas brasileiras olharam cada vez mais para Portugal, não apenas como uma porta de entrada para o mercado europeu, mas também como plataforma logística e de negócios para atingirem outros continentes".

A Aicep destaca a presença de diversas empresas brasileiras em Portugal, como Embraer, Petrobras, Camargo Corrêa/Intercement (aquisição do controlo da Cimpor), Votorantim, Odebrecht, Banco do Brasil, Itaú, Imobrás, SOMEC, Zagope-Andrade Gutierrez, Construtora Grão Pará, Consultan, Rede Record, TV Globo, TOTVS, WEG, Boticário, entre outras.

O relatório da Aicep incide ainda sobre os números do comércio bilateral. De acordo com os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística, verificou-se um aumento contínuo do número de empresas portuguesas que exportaram para o Brasil entre 2010 e 2013, invertendo-se a tendência em seguida, tendo-se cifrado em 1.636 empresas exportadoras em 2014 (último ano disponível).

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