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Recifes de coral podem desaparecer até 2050


Uma recente avaliação do Instituto francês de pesquisa para o desenvolvimento refere que os recifes de coral, que fornecem sustento e benefícios económicos para muitos países em desenvolvimento, poderão desaparecer na totalidade até ao ano 2050.

Segundo a organização, 75 por cento dos reservatórios de biodiversidade (por exemplo, os charcos), recifes de coral e ecossistemas associados estão em "grave perigo" devido à ação humana e da natureza, uma situação que o Instituto de pesquisa para o desenvolvimento da França (IRD, sigla em francês) considera de "alarmante".

"A mais recente avaliação do Instituto de Recursos Mundiais é alarmante, com 75 por cento dos recifes de coral relatados como estando ameaçados de extinção em todo o mundo, um número que pode chegar a 100 por cento até 2050", refere a organização citada hoje pela Science Daily.

A instituição alerta para a preocupante situação dos recifes de coral que fornecem sustento e benefícios económicos para muitos países em desenvolvimento e biodiversidade de peixes em recifes de coral, que, em parte, determina a quantidade total de matéria viva disponível para o consumo humano.

A IRD considera que a diversidade funcional dos ecossistemas tem sido negligenciada nos estudos de impacto ambiental, apesar de a comunidade de diversidade filogenética (uma importante medida de variedade que incorpora informações sobre parentesco entre as espécies) ser reconhecida pelo seu valor patrimonial.

"A riqueza de um ecossistema também é medida tanto em termos de biodiversidade taxonómicos (número de espécies diferentes), bem como pelo número de linhagens ou funções desempenhadas por muitos bons serviços ecossistémicos", assinala o documento.

Mas, até ao momento, não houve quaisquer estudos sobre o impacto da atividade humana relativa à perda da comunidade de peixes de coral, da variedade e do parentesco de diferentes espécies.

"Após amostragem através de pesquisas subaquáticas a 1553 comunidades de peixes em 17 países do Pacífico, os pesquisadores avaliaram os taxonómicos funcionais e filogenéticos, os níveis de diversidade de um grupo de espécies de pescado ao longo de uma encosta e a densidade humana" e o resultado "variou de 1,3 recife para 1705 pessoas por quilómetros quadrados", refere o estudo.

Os dados sociais e ambientais foram coletados no âmbito de um projeto conjunto da PROCFish e CoFish, coordenado pela Secretaria da Comunidade do Pacífico e financiado pela União Europeia.

"Os resultados mostraram uma queda acentuada nos níveis de diversidade funcional e filogenéticos, principalmente acima de 20 pessoas por quilómetros quadrados de recife, enquanto a riqueza de espécies foi pouco afetada ao longo da encosta", conclui o estudo.

Os pesquisadores assinalaram a importância de se conservar "todos os componentes da biodiversidade" e lembram que algumas espécies de peixes de recife desempenham papéis fundamentais nas funções dos ecossistemas.

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