Início > História

Quando a Terra era plana

A noção de uma Terra plana refere-se à ideia de que a face habitada da Terra é plana, ao invés de curva ou esférica. Nos dias de hoje é muito comum supor que as pessoas da Antiguidade acreditavam que o mundo era plano. Mesmo que muitos cálculos astronómicos pudessem ser resolvidos igualmente com a terra plana, a ideia de uma Terra esférica já havia surgido na Grécia de antes de Cristo ou no antigo Egito, embora restrita aos conhecimentos de agrimensura.

NA ALEMANHA

Encontrado um exemplar do primeiro mapa-mundo que inclui a América

Dois investigadores alemães encontraram na Biblioteca da Universidade de Munique um exemplar, até agora desconhecido, do mapa-mundo de Waldseemüller, o alemão que foi o primeiro a desenhar o mundo com o continente americano e a palavra América. O mapa agora encontrado será o primeiro exemplar a incluir os cinco continentes.
O documento, com cerca de 500 anos, estava encadernado por engano num outro livro há muitos anos guardado nos fundos da biblioteca, contendo documentos do século XIX e, por isso, até agora tinha passado despercebido.

Camões com dendê

Se as vozes dos quatro milhões de africanos trazidos para o Brasil ao longo de mais de três séculos não fossem abafadas na nossa História, hoje saberíamos que eles, apesar de escravizados, não ficaram mudos. Participaram da configuração do português brasileiro e são responsáveis pelas diferenças que afastaram o português do Brasil do de Portugal.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

Angola anexada pelos brasileiros?

Com a independência do Brasil, Portugal correu o risco de perder, por tabela, outra colónia: Angola. Temia-se que a possessão africana fosse anexada pelos brasileiros. E havia bons motivos para essa preocupação.
Durante mais de 300 anos, ambas as regiões estiveram nas duas pontas do tráfico de escravos. Quase 70% dos cerca de cinco milhões de africanos que desembarcaram no Brasil vinham do Congo e de Angola. E as relações iam muito além do comércio negreiro: pelo menos desde o século XVII, africanos da costa centro-ocidental e brasileiros estavam unidos por laços mercantis, familiares e culturais.
Por isso, logo depois da independência, Portugal chegou a enviar centenas de soldados para assegurar o controle de Angola e adiou o retorno a Lisboa de um navio de guerra fundeado em Luanda.

ESTÓRIAS CONTADAS PELOS NAVIOS NEGREIROS NAUFRAGADOS

Frutos do mar

Os sítios arqueológicos formados pelos navios negreiros naufragados contam histórias que não estão nos livros. Neles são feitas descobertas importantes para a memória recente de países ex-escravocratas como o Brasil. Um exemplo são os estudos levantados nos restos do brigue norte-americano Camargo, um navio negreiro que foi incendiado próximo ao Rio de Janeiro. Essa investigação foi realizada pelo Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade Estadual de Campinas [2004-2007], e chegou a revelar detalhes preciosos sobre a embarcação que carregava vários cativos moçambicanos e foi incendiada depois que os desembarcou no litoral do Rio de Janeiro.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

Natureza iluminada

Riquezas minerais, uma imensa variedade animal, plantas numa profusão de cores e formas. Se hoje a natureza exuberante do território brasileiro inspira movimentos de preservação do meio ambiente, em finais do século XVIII ela atraiu a atenção de naturalistas portugueses, que tentavam torná-la algo compreensível para os europeus civilizados, além de rentável para a Corte.

O que tem de Angola no Brasil e vice-versa?

Com base nos seus estudos e em experiências pessoais, três especialistas de formações distintas relatam as suas descobertas sobre essa convivência tão estreita.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

África, o retorno

Um grupo de negros libertos no Brasil planeava voltar para a terra dos seus ancestrais com a intenção de “civilizar” os africanos.
O melhor lugar para os libertos africanos e seus descendentes livres, residentes no Império do Brasil, irem e fundarem uma cidade é o lugar chamado Cabinda, no Sudoeste da África, porque os nativos daquele lugar tiveram, ao longo dos anos, o desejo de adquirir civilização europeia”.
 

1 DE JUNHO DE 1946

Fundada a República Independente da Cochinchina

A 1 de Junho de 1946 a França fundou a República Independente da Cochinchina, dissolvida por Paris em 1949. Em seu lugar foi instalada a República do Vietname do Sul. Os franceses chegaram à Península da Indochina em 1858, mas nunca conseguiram controlar mais que o sul do Vietname, a Cochinchina, o "celeiro de arroz" do Sudeste Asiático, no delta do rio Mekong.

FRANCISCO LAGE, 1827

Para o Rio de Janeiro, aos 13 anos

Diz que saiu de casa de seus pais para a cidade do Porto, em 28 de Maio de 1827, embarcando para o Rio de Janeiro a 4 de Junho. O barco foi tomado pelos corsários argentinos. Ele e os demais passageiros foram transbordados para bordo da galera Príncipe Real, entrando na barra do Rio de Janeiro a 1 de Agosto de 1827.
Estamos perante a saída de uma criança do sexo masculino que nasceu em 1814 e que emigra com 13 anos de idade para o Brasil. Não refere se viajou para o Porto sozinho ou acompanhado. Face à data de saída terá embarcado no rio Douro, num barco à vela.

31 DE MAIO DE 1902

Fim da Guerra dos Boers

No dia 31 de Maio de 1902, terminou depois de três anos a Guerra dos Boers na África do Sul. O que em princípio era para ser uma guerra-relâmpago, acabou tornando-se o pior conflito colonial dos britânicos. No dia 11 de Outubro de 1899, a República Sul-Africana, mais os estados independentes de Orange e Transvaal, declararam guerra ao Reino Unido. Os colonos holandeses (boers, de Buren, agricultores) exigiam sua equiparação na comunidade sul-africana. Os britânicos, por seu lado, queriam ampliar o império colonial.

O trio de navios franceses Lutetia, Gallia e Massilia

No livro "Rota de Ouro e Prata", o pesquisador marítimo José Carlos Rossini, radicado em Genebra, na Suíça, conta detalhes da história dos principais transatlânticos que faziam a linha da costa leste da América do Sul. Entre eles, os franceses Lutetia, Gallia e Massilia.

A era da Internet mostra as viagens marítimas do sec. XVIII

Um incrível trabalho de história e de documentação mostra-nos cem anos de viagens pelo mar, da Europa para o Mundo entre 1750 e 1850. Veja o resultado colorido destas travessias marítimas.

VIAGENS DE CIRCUM-NAVEGAÇÃO

A construção da rede de informações

Uma característica das viagens de circum-navegação consistia no facto dos expedicionários permanecerem pouco tempo nos lugares em que aportavam, porque o interesse primeiro era mapear costas e reconhecer portos. Eram viagens muito bem planeadas, em virtude dos seus altos custos e dos riscos enfrentados. Por isso e também devido ao facto de os navios permanecerem por tempo reduzido em determinados portos, exigia-se a construção de uma rede de trocas e informações entre oficiais, cientistas, cônsules, missionários e outros para o bom resultado da viagem.

AS VIAGENS DE CIRCUM-NAVEGAÇÃO E A AMÉRICA DO SUL

Charles Wilkes descrevendo a sua sensação ao entrar no porto do Rio de Janeiro

Assim que adentramos ao porto, nossa bandeira foi vista sobre as ondas e aquela magnífica peça de arquitectura naval, o Independence; e quando passamos por ele, nossos peitos pulsaram ao som de Hail Columbia, tocada pela banda (...) Há um sentimento de segurança ao entrar no porto do Rio, que poucas vezes experimentei em outro lugar, nem mesmo nas nossas próprias águas. As montanhas oferecem uma completa protecção contra os ventos e os oceanos.

As viagens científicas de circum-navegação e a disputa pelo Pacífico

Entre 1750 e 1850, houve um esforço para programar viagens científicas de mapeamento que dessem a volta ao mundo, devido à inexactidão de determinadas paragens e, por outro lado, ao interesse crescente dos europeus pelo Pacífico. Supunha-se a existência de ilhas e porções de terras ainda inexploradas. Nessa empresa, destacava-se a Inglaterra, que procurava ampliar o seu império e os seus domínios sobre o Pacífico e a Ásia. Logo após o fim da guerra dos Sete Anos (1756-1763) na Europa, França e Inglaterra mantiveram a rivalidade acesa, enviando expedições de exploração ao Pacífico.

ZOOLOGIA E RACISMO NA «VIAGEM AO BRASIL»

A sereia amazónica dos Agassiz

O zoólogo suíço Louis Agassiz comandou uma expedição científica ao Brasil entre 1865 e 1866. Segundo ele, o seu principal objectivo era pesquisar os peixes da Bacia Amazónica a fim de provar a falácia das teses evolucionistas. Nessa época, Louis Agassiz residia nos EUA, onde era considerado um grande naturalista, o mais legítimo sucessor de Humboldt.

17 DE JUNHO DE 1922

Gago Coutinho e Sacadura Cabral chegam ao Rio de Janeiro

No dia 5 de Junho, Sacadura Cabral e Gago Coutinho levantaram voo de Fernando de Noronha e iniciaram o final desta histórica e gloriosa viagem, já sem quaisquer problemas ou incidentes mecânicos.
Recife, Baía, Porto Seguro, Vitória, e, finalmente, Rio de Janeiro, onde o terceiro Fairey, baptizado de Santa Cruz, desce, ao princípio da tarde de 17 de Junho, na enseada da Guanabara, levando os corações de portugueses e brasileiros baterem alvoraçadamente e em uníssono.

25 DE ABRIL DE 1821

D. João VI embarca de regresso a Portugal

No Brasil a opinião geral era de que a volta do rei poderia significar a retirada do país da autonomia conquistada, voltando a ser uma colónia. Pressionado, Dom João tentou encontrar uma saída contemporizadora enviando para Lisboa o seu filho, o príncipe herdeiro Dom Pedro, para outorgar uma Constituição e estabelecer as bases de um novo governo. O príncipe, contudo, já envolvido com ideias libertadoras, recusou-se. A crise havia ido longe demais e não havia como voltar atrás. Só restou ao rei nomear Dom Pedro regente em seu nome e partiu para Lisboa a 25 de Abril de 1821, após uma permanência de treze anos no Brasil, do qual levou saudades.

NAUFRÁGIO DO «AIS GEORGIS»

8 de Janeiro 1974: noite dos horrores

No final de 1973, o cargueiro grego Ais Giorgis atracava no cais do Porto de Santos (Brasil), entre os armazéns 30 e 31, para dar início à descarga de caixas, sacos e tambores, com leite em pó, óleo de pinho, resina, além de diversas qualidades de produtos químicos - entre os quais, nitrato de sódio - transportados num único porão.

Uma semana depois, o navio foi protagonista do maior desastre ocorrido nos últimos tempos no Porto de Santos. Uma combustão espontânea numa carga de produtos químicos, motivada pelos pingos da chuva, deu início, às 21 horas de 8 de Janeiro de 1974, a um incontrolável incêndio na carga dos vagões que, depois, passou para o navio, atingindo porões, resto da carga e quase toda a estrutura do cargueiro. Foram três dias e três noites de incêndio.

 Vídeo

PLAYLIST DE VÍDEOS LOBITO 2013

 Estudo de Mercado do Espaço Aplop, Versão 2.0 [1]

 VII Congresso da APLOP - Lobito - Cerimónia de abertura (4)

 VII Congresso da APLOP - Lobito - Cerimónia de abertura (3)

 VII Congresso da APLOP - Lobito – José Luís Cacho

 Futuro Terminal de Cruzeiros do Rio de Janeiro

 Mindelo e São Vicente com muita morabeza

 Operação Urbana Porto Maravilha - Simulação 3D do Sistema Viário

 Operação Urbana Porto Maravilha - Metodologia Construtiva

 VI CONGRESSO DA APLOP - Painel I – Lisender Borges (1)

 VI CONGRESSO DA APLOP - Cerimónia de Abertura - Francisco Venâncio

 VI CONGRESSO DA APLOP - Cerimónia de Abertura - Jorge Luiz de Mello

 VI CONGRESSO DA APLOP - Cerimónia de Abertura - Marta Mapilele

 Porto de Luanda - 1955

 Constituição da APLOP - 13.05.2011 - Primeiros momentos

 Congresso Intercalar da APLOP - Rio de Janeiro - Março de 2012

Congresso Intercalar da APLOP - Rio de Janeiro - Março de 2012